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Sem deixar de lado as questões importantes como a revisão de uma fundamentação teórica e a capacitação efetiva e permanente dos professores. Precisamos repensar nossa prática. E a alfabetização é a questão fundamental a ser analisada. Confesso que muitas vezes me pego perdida, paro e penso, será que é isso mesmo? Será que o que estou fazendo está tendo resultado?
Trabalho com a alfabetização a mais de dez anos e somente o ano passado é que fiquei fora da alfabetização. E esse ano estou em salas diferentes, de manhã trabalho com turma de alfabetização e a tarde com o maternal, também estou de certa forma alfabetizando a turminha do maternal, sem aquela obrigação como a turma do pré. E a minha angustia é quando tenho que entregar atividades xerocadas a eles, eu fico tão angustiada, pois eles quando pegam a folha, já falam logo, o que que é pra fazer? Eles ainda não dominam a leitura e é ai que penso, qual é a verdadeira representatividade nisso. E então, me pego muitas vezes no planejamento, repensando e agora? Então procuro na maior parte dar uma folha em branco nas mãos deles. E ai? Agora vamos criar. Conto uma história, deixo eles decidirem o final da história, não sabem escrever, então vamos desenhar e depois vocês vão contar para os colegas o que fizeram. E assim vou levando, faço um ditado de letrinhas, brinco de caça-palavras, pesca letras, jogos de letras, alfabeto móvel, bingo,cartazes com músicas e parlendas. Recorte e monta palavras, pesquisas em revistas e jornais.
Normalmente, o alfabetizador desenvolve seu trabalho sem saber o que vem a ser o processo de aquisição da linguagem escrita, e considera sua tarefa cumprida quando termina o conteúdo. A partir de uma linguagem irreal ( "O bebê baba", " A pata nada", "Vovô viu a uva" e assim vai...) representa um processo pedagógico em que ler é sinonimo de decodificar; e escrever, de copiar.
Hoje, precisamos repensar a alfabetização. Rever metodologias e enfrentar nossa própria história. Uma aprendizagem mecânica do ler e escrever, que não se apoie em ideias e conhecimentos adquiridos pela criança sobre a língua escrita, que não venha acompanhada de uma real compreensão dos usos e funções da linguagem, que não esteja sustentada em um interesse em comunicar e compreender, é seguramente inútil. É trabalhar objetivando somente um decodificador do código linguístico. É treinar um copista, que não conseguirá expressar-se por meio da escrita.
Buscar a compreensão dos porquês e conviver com as angustias de reconhecer aquilo que ainda não sabemos é o ponto de partida para esse re-pensar, buscando com insistência o re-conhecimento de teorias que conduzam, de modo competente, a uma pratica pedagógica, é a restauração do conceito de ler e escrever
pesquisa- ALP alfabetização- Maria Fernandes Cócco- Marco Antonio Hailer. FTD
Turminha de alfabetização a qual trabalho.


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